quinta-feira, 15 de julho de 2010

E você, o que faz em relação?Vê tudo pela televisão.

E você, o que faz em relação?Vê tudo pela televisão.

A todo momento o povo brasileiro é embriagado com futebol, carnaval e reality show’s . As crianças que em pleno século XXI, tudo o que fazem é assistir televisão, são submetidas a horríveis vícios culturais que as aliena e lhes esconde a realidade e assim crescem tornando-se adultos desinformados. Assim o é, assim sempre o foi e infelizmente se nada mudar, para sempre o será.

Um grande problema é que mesmo aqueles que não são assim tão desinformados, vislumbram a realidade como se fosse algo distante de si, como se eles não fizessem parte daquilo. Sim, engana-se aquele que acha que é isento de culpa pelos menores abandonados ou pelos pobres miseráveis. Comumente as pessoas levam suas vidas, se tornando adeptas a ilusões e fechando os olhos para todos os males que lhes circundam e assim seguem consumindo e esquecendo-se de seus semelhantes, tendo como único momento em que se lembram destes, o momento em que são vítimas dos próprios que afinal, de alguma forma tem que sobreviver, e das opções a que lhes resta é o crime. Como se pode ver em Capitães da Areia de Jorge Amado – obra que retrata aspectos sociais referentes a pobreza e menores abandonados utilizando-se da estratégia de mesclar opinião com realidade . Os jovens abandonados só são notados pela sociedade, a partir do momento em que passam a infligir danos a mesma, e são lembrados como criminosos, “trombadinhas”, “diabos de gente”. A sociedade se esquece deles com toda sua moral e bons costumes e espera que os miseráveis não se esqueçam da moral e dos bons costumes. Embora isso seja literatura, a escrita se cruza com a vertiginosa realidade de nosso mundo.

Com toda essa tecnologia é fácil para a população com boa situação financeira se distrair e viver num mundinho paralelo ao triste mundo real onde nem todo mundo é feliz. Durante o ano só o que se fala é de futebol e festa enquanto alguns estão numa situação simplesmente desagradável. Assistimos nos jornais antes das novelas todas as desgraças, mas nada vemos, nada fazemos. Nós ignoramos, isto sem dúvidas é um pecado. Está mais que na hora de ser removido esse manto róseo que cobre a vida com fantasia enquanto as coisas não são bem assim. De acordo com a FGV e o IBGE, cujos realizaram em 2006 a pesquisa mais recente no que tange a pobreza no país, mais de 42 milhões de pessoas no Brasil são miseráveis. E você o que faz em relação?Vê tudo pela televisão.


Olá, depois de alguns meses de um certo desânimo volto a postar. Não se esqueça de dar uma olhadinha nos demais posts, grato.

Murilo Henrique Martinez Moreira

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Jingle Bells: O significado do Natal.

"Jingle Bells: O significado do Natal."

Observa-se que é de extrema dificuldade e raridade encontrarmos pessoas que não comemoram o Natal, quase todo mundo comemora tal data, seja de uma maneira um pouco mais discreta ou de maneira extravagante com esplendorosos enfeites e grandiosos presentes em meio a uma digna festança capitalista. Dia 25 de dezembro é talvez, a mais famosa data em todo o ocidente, é a data que parentes distantes se reúnem e celebram, é quando encontramos aquele primo pentelho, a tia apertadora de bochechas ou o tio fogoso que se deixa arder pelo fulgor do vinho. E em meio a estas festividades a maioria das pessoas esquece-se dos problemas do mundo, dos problemas circundantes de seu meio social, quando deviam fazer exatamente o contrário. Esquecem-se do significado do Natal, ou às vezes sequer sabem qual é. Mas, qual seria o real significado da comemoração?

Jesus Cristo, o maior homem que já existiu, possivelmente. Suposto filho de Deus, nascido de uma virgem, embora eu meio que tenha duvidas se coelhinho da páscoa e mães virgens de fato existam ou tenham existido, foi um grande revolucionário. Ele estabeleceu os conceitos de fé e valores, para um grupo de pessoas que com o passar do tempo expadiu-se de maneira frondosa e alcançou uma imensidão formidável. Que grande líder foi este homem, que poder ele deteve em mãos. Às vezes fico em pensamentos venerando Jesus, não por ter sido um dos protagonistas de um livro da Era do bronze que passou de mãos em mãos sendo agredido e modificado deliberadamente. Mas sim, pelo que ele fez. A mobilização que uma única pessoa conseguiu fazer. É extraordinário, é fantástico. Sou até certo ponto cético e não me findo em pensamentos religiosos, mas ainda assim acho este homem extraordinário. Não sei nem mesmo se alguém assim de fato existiu, ou se ao menos seu semblante tenha percorrido a Terra. Mas não há dúvidas, que a imagem criada desta pessoa, é digna de ser seguida como exemplo. Ele lutou pelo o que queria, não desistiu um momento sequer e não cedeu nem mesmo uma vez. Duvido muito que ele era tão forte e intangível em relação aos pecados como diz a história. Mas formou-se um ser simbólico sem igual, tudo bem que morreu pregado em uma cruz no final das contas, mas, não há quem não tenha ouvido sua história e absorvido solenemente o som da pronúncia de seu nome. Um homem vitorioso, este fato é incontestável, afinal, gravou-se na eternidade. E este homem denominado Jesus filho de Deus e da Virgem Maria nasceu dia 25 de dezembro.

Embora venhamos perpassando os séculos comemorando esta data como o Natal, ainda não há provas verdadeiras, senão escrituras duvidosas de que esta é de fato a data de seu nascimento, entretanto é a que se selou, é a que ficou e ficará. E sinceramente, se é ou não. Não faz a menor diferença pois o que ela nos traz é o que devemos levar em conta. E o que ela traz? A igreja adora perturbar nossas pobres almas – se elas realmente existem – dizendo que comemoramos de maneira errada, que as nossas festividades, a confraternização em família apenas e esquecer-se de Jesus - ao invés de ser grato a ele por ter morrido por nós o que acho um absurdo. Ele realmente precisava ter morrido e servido de “sacrifício” se Deus é onipotente?Poderia Deus, ter simplesmente lavado os rebanhos com raios cósmicos e não com o sangue de seu filho, mas, isto não vem ao caso - não é a maneira correta de celebrar este incrível dia. E realmente, eles não estão errados. Concentramo-nos em presentes e no que servir na ceia e esquecemos-nos do que realmente importa, o famoso espírito Natalino. Mas, seria este também o verdadeiro significado do Natal? Não... Em minha concepção este tal espírito Natalino deveria existir todos os dias, pois todos os dias são momentos de nos preocuparmos com o próximo, amar e ter respeito por uns aos outros, não apenas no final de dezembro quando o homem de vermelho vem nos visitar e precisamos ser bonzinhos para não ficar de fora da lista de presentes, mas em todos os nossos humanos dias.

O verdadeiro significado do Natal, não é lembrar-se que alguém morreu por nós; não é esperar um fofo homem de vermelho e barbas brancas nos visitar com suas renas de nariz também vermelho(Que obsessão pela cor!); não é apenas festejar e esquecer-se de contemplar a realidade de nossa sociedade. E sim, comemorar uma festa de aniversário. Simples, não? Festas de aniversário são um dos tantos registros de nossa existência que buscamos incansavelmente e comemorações desta. O Natal é o aniversário de Jesus, é o registro de sua possível existência, é o registro da existência de pelo menos de sua imagem. E como dito anteriormente, não acredito que aja melhor exemplo para seguirmos, senão o deste homem. E o significado do Natal é este, de nos lembrar quem somos e quem devemos procurar ser, do que devemos procurar ser e guardar isto em mente, junto de nossos valores, esperanças e até desejos, enquanto, buscamos a felicidade e um mundo melhor para todos. Desejo-lhes um feliz Natal um ótimo ano novo e um fôlego invejável para Jesus, pois penso que... 2009 velinhas não serão nada fáceis.


Por: Murilo Henrique Martinez Moreira

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pétalas Discriminadas

"Pétalas discriminadas".


Ao sair da escola hoje, como de costume atravessei a rua e destaquei gentilmente uma flor de uma árvore próxima dali, preguei-me em minha também costumeira caminhada até que vindo em minha direção também posta a caminhar, havia uma mulher de meia idade. Possuía uma aparência agradável aos olhos, e num repentino ato de gentileza pedi com licença e disse estendo-lhe a pequena flor amarela - Tome senhora, uma flor para alegrar seu dia. – Geralmente as pessoas aceitam algo do tipo, mesmo que após um simples virar de costas elas joguem o presente ao chão. Sei que não é nada de muito valor e que é até uma ação normal isto. Mas, essa mulher realmente surpreendeu-me e sua reação me trouxe aqui, frente à tela do computador batendo de maneira eloquente os dedos no teclado. Não digo que a pobre berrou, mas exclamou em alto em bom tom um estranho “Ai!” e contraiu-se esgueirando de mim como se eu fosse um animal selvagem. Sinceramente não gostei do que ela fez, fiquei constrangido, embora eu não a culpe por isto, afinal, ela apenas estava com medo. Mas, o grande problema é o que está por trás desse medo.

Sou um garoto magricela, cabelos castanhos desarrumados e pele pálida. Naquele momento eu estava vestido com o uniforme escolar e uma mochila as costas. E mesmo marcado visualmente por este estereótipo inofensivo de um simples estudante de uma escola particular, a mulher se assustou, teve um preconceito negativo da minha pessoa em função do meu ato de estender-lhe a mão com uma flor. Ela me discriminou sem hesitar, não sei o que ela pensou. Mas posso imaginar. Então me veio em mente que se eu que sou eu, um semelhante a ela, possivelmente pertencentes a uma mesma classe social fui por esta pessoa discriminado por causa de uma tentativa de ser gentil, imagine se eu fosse negro, pobre e estivesse mal vestido.

Tudo bem que a discriminação e os preconceitos dos quais estou falando aqui são apenas reflexos do que a nossa sociedade tornou-se. As pessoas aprenderam que outras pessoas não são gentis com você, as pessoas aprenderam que outras pessoas não te dão nada de graça, elas aprenderam que se um desconhecido se aproxima de ti, independentemente se você o conhece ou não, deve estar atento a esta pessoa e a qualquer brusca mudança de seu semblante, de seu comportamento. Ninguém confia em mais ninguém. E por quê? Simples, as pessoas são obrigadas a isto. Pelo medo, pela falta de segurança, pelos altos índices de violência de nosso país, pela negligência política, pela ignorância e principalmente pela falta de cultura.

Um dos nossos maiores problemas realmente é a falta de cultura, nosso povo é desprovido de tal bem. E sempre que adentramos esse assunto logo o debate cai nos problemas políticos, que nossos representantes roubam ao invés de investir e trabalhar a educação do país, assim enriquecendo a cultura do povo e etc., mas apenas isto não resolve o problema, infelizmente. Cultura não pode simplesmente ser dada, ela também deve ser aceita. E é isso que eu acho mágico, todos nós temos a capacidade de aceitar a cultura, todos nós somos capazes de aceitar as pessoas, todos nós somos capazes de respeitar uns aos outros e de aprendermos a ser mais solidários. Basta tomar consciência de que isso é melhor para nós e para as pessoas que vivem ao nosso redor – claro que também devemos ter educação e segurança, pelo contrário só de nossa parte também nada adianta – de que um pequeno ato de respeito seu e de aceitação da gentileza do próximo, pode fazer a diferença. Por quê digo que a aceitação da gentileza de alguém pode fazer a diferença?Bom, ambas as partes sentem-se bem, afinal o hormônio oxitocina que é o responsável pelo sentimento de um ato gentil, é o mesmo hormônio responsável pelo amor, portanto, quando você é alvo de uma gentileza ou faz tal, seu corpo gera este hormônio tão afável. Então pode-se ver com isto que tratarmo-nos bem é algo recompensador em relação a química de nosso corpo.

Precisamos fazer uso dos valores fundamentais, precisamos amar nossa pátria e uns aos outros se quisermos um dia mudar as coisas. Onde quero chegar é: A base dos problemas que tanto reclamamos e de tanto já nos acostumamos, somos nós mesmos, são as nossas atitudes, atreladas ao nosso voto. Francamente, continuarei com minha rotina, meu costume, descansarei fracos e singelos talos e pétalas em minha palma e darei de bom grado a alguém na rua, para que esta pessoa lembre-se da gentileza e da compaixão que podemos ter um pelo outro. Por que, de fato, esta é a essência de um mundo melhor.

Por: Murilo Henrique Martinez Moreira

domingo, 29 de novembro de 2009

"Meu povo brasileiro"

Meu povo brasileiro

A ti minha dor e vergonha

Contudo, meu amor verdadeiro

Governantes te chamam de pamonha,

Ao roubar teu dinheiro.

Não me incluo neste povo

Pois mesmo que deste faça parte

Sonhador busco um novo.

Não abandono este porém.

Esta bendita aurora

Da esperança, do Brasil a melhora

Que não a vejo em outrém

Mas inda assim

Sonhando como eu, creio que exista alguém.

Coitado deste e de mim

Que da vontade não se abstêm

Muda Brasil, muda mundo.

O corrupto do natural já é oriundo

Oh! Pobre povo moribundo

Até hoje vemos o rico burguês

Que faz do pobre palhaço

E sem nenhum estardalhaço

Faz-se freguês.


Por: Murilo Henrique Martinez Moreira

Pseudociência: Alienígenas.

Pseudociência: Alienígenas.

Hoje estava eu conversando com uma amiga sobre a existência de alienígenas, sim eu sei, um papo um tanto quanto estranho, mas ainda assim achei digno de comentar aqui o que me inspirou a escrever este texto. O assunto começou por causa dum filme de ficção científica o qual não irei citar o nome. Eu vi o trailer do filme que ela estava divulgando e ri um pouco com o que vi, porém, aquilo que havia sido motivo de risos, logo me foi motivo de lamúrias e lamentações. Lamentações das coisas que as pessoas acreditam, das coisas a que as pessoas dedicam inutilmente seu tempo, claro que isso é uma questão de ponto de vista só que mesmo assim contemplo estupidez nessa fé em criaturas às vezes verdes com meio metro de altura, olhos rasgados e cabeça de um metro de diâmetro e em outros momentos acinzentadas com corpos altos e esguios. Não digo que descarto a existência de seres extraterrestres, afinal, a meu ver é difícil de imaginar que nessa imensidão de nosso Universo o qual possui incontáveis galáxias, incríveis sistemas e maravilhosos mundos ainda a serem por nós desbravados, em algum lugar em algum pequeno canto desse Cosmos circundante, coincidências semelhantes às daqui não tenham ocorrido e assim originado a vida. Mas, por que então encontramos pessoas dizendo terem sido abduzidas?

Esta é uma boa pergunta para se responder e para fazê-lo que tal voltarmos alguns anos no passado?Por volta de 1600 d.c na época da inquisição e também das primeiras grandes descobertas científicas que contestavam os dizeres da Igreja católica, surgiram diversas lendas e superstições, todas reflexo da mentalidade da população da época. A que irei utilizar como exemplo e argumento é a história dos demônios Incubus e Sucubus. Na Idade Média demônios eram temidos e caçados, as histórias mais assustadoras que eram contadas às crianças eram sobre estas horrendas criaturas que percorriam a terra espalhando o mal e como a igreja aprovava a existência de tais, a população não hesitou em se esbaldar nas lorotas.

O homem, um animal do sexo masculino quando em idade fértil tende a ter algumas vezes sonhos eróticos e isto é pecado aos olhos cristão é claro. Alguém que o fazia era pecador e se você acordasse molhado numa manhã de Sol num santo dia de Deus, logo era expurgado como um grande pecador. O povo então tratou de botar a culpa nos demônios por estes acontecimentos naturais da nossa espécie, para assim não ter que pagar por isto. Aí nasceu a Sucubus que durante a noite obrigava o homem a fazer sexo e assim colhia seu sêmem, depois transformava-se em Incubus e ia fazer seu trabalho na mulher engravidando-a e isso também explicava o estranho fato de jovens aparecerem grávidas repentinamente, algumas vezes depois de uma temporada de trabalho para os cleros, interessante, não? Essa era a moda da época, alguns inventaram para se proteger, tirar a responsabilidade de seu ombro e salvar-se perante injustiças ou vergonha, mas como quase tudo, logo vira moda e as pessoas passam a imaginar coisas que não existem e que acontecem, mas na verdade não aconteceram.

O mesmo acontece agora, quatrocentos e nove anos depois, só que a mentalidade da população de agora, embora muito próxima com a de antigamente, mudou, evoluiu e tornou-se um tanto quanto mais adaptada a ciência, atrelaram a ciência com a superstição e assim criaram a pseudociência que é muito abrangente. Trata desde espiritualidade – como, por exemplo, as novas religiões que vemos surgindo diariamente, uma mais “cabeluda” que a outra e com pequenos embasamentos científicos, estes, todos errôneos – até alienígenas que é o nosso enfoque. Alienígenas, seres inteligente com cinquenta centímetros de altura que o forçam a fazer coisas que você não quer, ou, mesmo não conseguiria fazer por si só, são os demônios de hoje. A ciência suscitou a existência de seres vivos fora de nosso planeta e a mente fértil da população logo tratou de trabalhar e criar uma nova moda a abdução e a fé em discos voadores, naves incorpóreas, que vêm para cá, sequestram pessoas e fazem questão de devolvê-las para contar a história. Seres inteligentes e predominantes da razão não agiriam com essa estúpida atitude, presumo. Leva, faz o que quer e depois joga numa estrela qualquer. Não é mais eficaz?No âmago da idéia então, me leva a crer que alienígenas, histórias de abdução e etc., tal como dito por alguns psicanalistas, não passam de distúrbios mentais em alguns casos e uma intensa vontade de chamar a atenção em outros. Pode até ser que exista algum ser, como dito anteriormente esta idéia nunca que deve ser descartada, só que eles com certeza, não são de acordo com os estereótipos das histórias e relatos que ouvimos e lemos.

Curiosamente, se você tiver a oportunidade de ler relatos de pessoas “vítimas” dos demônios da Idade Média e de ET’s da Idade Contemporânea poderá observar o quão se parecem as descrições dos acontecimentos, das abduções e ataques. Entretanto, não é a temível ideia de saber que muitos adultos acreditam em alienígenas que me entristece e sim a ideia de que alguns adultos ainda acreditam em Papai Noel.


Por: Murilo Henrique Martinez Moreira

sábado, 28 de novembro de 2009

"Emburrecendo" o futuro.

“Emburrecendo” o futuro.

Não é novidade para nenhum brasileiro que o caminho seja a educação e lado a lado da saúde, a solução. Tendo isto em vista podemos então presumir que nossos representantes e lideres políticos também tenham este conhecimento. Mas se eles sabem que o seu povo precisa é de educação e cultura, pergunto-me. Por que diabos nosso país é o “lanterninha” em investimento na educação?

Nações classificadas como países evoluídos taxam a educação como algo de extrema importância em qualquer que seja o local. E acredito que todos devam pensar assim, obviamente. Contudo as pessoas mesmo tendo consciência dessa necessidade se tornam adeptas a vestirem vendas invisíveis e ignorar a negligência de nossos escolhidos para cuidar disto. Assim podemos claramente ver que não só nossos companheiros engravatados de Brasília como também nosso amado povo, são ambos negligentes. Os políticos por não cumprirem com seu dever de FAZER ao qual foram incumbidos por nós. E as pessoas por não cumprirem seu dever de observar e criticar.

Talvez, isto ocorra pela forma como a nossa sociedade se desenvolveu e cresceu. Quem sabe se tivéssemos nos preocupado mais em instruir pedagogos a serem criativos no lugar de instruirmo-los a tornarem-se figuras quadradas incapazes de inovar e de fazer as crianças pensarem transformando-as em máquinas objetivas e alienadas, as coisas poderiam ser diferentes.

Na antiguidade de onde foram oriundos diversos nomes famosos e importantes da atualidade como Sócrates, Aristóteles e etc., as escolas, ou como eram chamadas na época, academias eram feitas para ensinar sim, mas também para fazer as pessoas pensarem e observarem o que é totalmente o contrário das escolas de hoje que embora o sistema seja praticamente o mesmo é aplicado de forma diferente. As escolas hoje ensinam tabelas, fatos e coisas passadas, ao contrário de ensinar o aluno a observar as nuvens e perguntar-se o porquê das coisas e principalmente a observar sua própria realidade pensando por si só. Talvez por isto nossa pátria seja tão restrita de criatividade e cultura, as pessoas são ensinadas, mas não aprendem a observar e não adquirem um senso critico tanto de auto-avaliação como de avaliação do ambiente ao seu redor. Se eu fosse dizer que os humanos são algum animal diferente do Homo sapiens, diria que pertencem a uma espécie semelhante a dos cavalos, só que mais inteligentes e dotados da qualidade e defeito chamada fé. As pessoas saem das escolas olhando para frente, sem observar problemas ao redor e mesmo quando começam a fazê-lo, também passam a ignorá-los por não ter o costume disso e achar mais conveniente para si próprio ignorar. Esta descrição não lembra aquele animal xucro que antes costumava puxar carroças?Em minha concepção sim.

Outro grande problema é que apenas isto mudou no sistema educacional da antiguidade para o de hoje e ao meu ver era a única coisa que não deveria ter mudado. E o que de fato deveria e poderia ter sido, continua o mesmo, a falta de criatividade do homem em relação à educação é tamanha que se inventássemos uma maneira de trazer Galileu de trezentos anos atrás para cá, no nosso presente, ao ver o que a sociedade se tornou ele ficaria desesperado e assustado com tamanhas as mudanças, mas ao fazer um tour por nossas escolas ele com gozo diria: Estou em casa. – Claro que isso seria apenas a primeiro instante, pois ao ver os robozinhos que estamos criando com tanta dedicação ele teria um ataque fulminante.

Concluímos então que a educação da forma com que é feita, investida e aplicada, “emburrece” o ser e transforma a escola numa assassina de senso criativo. As crianças chegam à escola e ao verem um ponto na lousa começam a chutar o que possa ser e dizem tudo que se pode imaginar, desde formigas a um alienígena que desobedeceu a mamãe e não comeu direito. Já para o adulto com curso superior você pareceria um idiota ao perguntar-lo o que é aquilo. - Deveras que é um ponto. – Ele diria.

Por: Murilo Henrique Martinez Moreira