domingo, 29 de novembro de 2009

"Meu povo brasileiro"

Meu povo brasileiro

A ti minha dor e vergonha

Contudo, meu amor verdadeiro

Governantes te chamam de pamonha,

Ao roubar teu dinheiro.

Não me incluo neste povo

Pois mesmo que deste faça parte

Sonhador busco um novo.

Não abandono este porém.

Esta bendita aurora

Da esperança, do Brasil a melhora

Que não a vejo em outrém

Mas inda assim

Sonhando como eu, creio que exista alguém.

Coitado deste e de mim

Que da vontade não se abstêm

Muda Brasil, muda mundo.

O corrupto do natural já é oriundo

Oh! Pobre povo moribundo

Até hoje vemos o rico burguês

Que faz do pobre palhaço

E sem nenhum estardalhaço

Faz-se freguês.


Por: Murilo Henrique Martinez Moreira

Pseudociência: Alienígenas.

Pseudociência: Alienígenas.

Hoje estava eu conversando com uma amiga sobre a existência de alienígenas, sim eu sei, um papo um tanto quanto estranho, mas ainda assim achei digno de comentar aqui o que me inspirou a escrever este texto. O assunto começou por causa dum filme de ficção científica o qual não irei citar o nome. Eu vi o trailer do filme que ela estava divulgando e ri um pouco com o que vi, porém, aquilo que havia sido motivo de risos, logo me foi motivo de lamúrias e lamentações. Lamentações das coisas que as pessoas acreditam, das coisas a que as pessoas dedicam inutilmente seu tempo, claro que isso é uma questão de ponto de vista só que mesmo assim contemplo estupidez nessa fé em criaturas às vezes verdes com meio metro de altura, olhos rasgados e cabeça de um metro de diâmetro e em outros momentos acinzentadas com corpos altos e esguios. Não digo que descarto a existência de seres extraterrestres, afinal, a meu ver é difícil de imaginar que nessa imensidão de nosso Universo o qual possui incontáveis galáxias, incríveis sistemas e maravilhosos mundos ainda a serem por nós desbravados, em algum lugar em algum pequeno canto desse Cosmos circundante, coincidências semelhantes às daqui não tenham ocorrido e assim originado a vida. Mas, por que então encontramos pessoas dizendo terem sido abduzidas?

Esta é uma boa pergunta para se responder e para fazê-lo que tal voltarmos alguns anos no passado?Por volta de 1600 d.c na época da inquisição e também das primeiras grandes descobertas científicas que contestavam os dizeres da Igreja católica, surgiram diversas lendas e superstições, todas reflexo da mentalidade da população da época. A que irei utilizar como exemplo e argumento é a história dos demônios Incubus e Sucubus. Na Idade Média demônios eram temidos e caçados, as histórias mais assustadoras que eram contadas às crianças eram sobre estas horrendas criaturas que percorriam a terra espalhando o mal e como a igreja aprovava a existência de tais, a população não hesitou em se esbaldar nas lorotas.

O homem, um animal do sexo masculino quando em idade fértil tende a ter algumas vezes sonhos eróticos e isto é pecado aos olhos cristão é claro. Alguém que o fazia era pecador e se você acordasse molhado numa manhã de Sol num santo dia de Deus, logo era expurgado como um grande pecador. O povo então tratou de botar a culpa nos demônios por estes acontecimentos naturais da nossa espécie, para assim não ter que pagar por isto. Aí nasceu a Sucubus que durante a noite obrigava o homem a fazer sexo e assim colhia seu sêmem, depois transformava-se em Incubus e ia fazer seu trabalho na mulher engravidando-a e isso também explicava o estranho fato de jovens aparecerem grávidas repentinamente, algumas vezes depois de uma temporada de trabalho para os cleros, interessante, não? Essa era a moda da época, alguns inventaram para se proteger, tirar a responsabilidade de seu ombro e salvar-se perante injustiças ou vergonha, mas como quase tudo, logo vira moda e as pessoas passam a imaginar coisas que não existem e que acontecem, mas na verdade não aconteceram.

O mesmo acontece agora, quatrocentos e nove anos depois, só que a mentalidade da população de agora, embora muito próxima com a de antigamente, mudou, evoluiu e tornou-se um tanto quanto mais adaptada a ciência, atrelaram a ciência com a superstição e assim criaram a pseudociência que é muito abrangente. Trata desde espiritualidade – como, por exemplo, as novas religiões que vemos surgindo diariamente, uma mais “cabeluda” que a outra e com pequenos embasamentos científicos, estes, todos errôneos – até alienígenas que é o nosso enfoque. Alienígenas, seres inteligente com cinquenta centímetros de altura que o forçam a fazer coisas que você não quer, ou, mesmo não conseguiria fazer por si só, são os demônios de hoje. A ciência suscitou a existência de seres vivos fora de nosso planeta e a mente fértil da população logo tratou de trabalhar e criar uma nova moda a abdução e a fé em discos voadores, naves incorpóreas, que vêm para cá, sequestram pessoas e fazem questão de devolvê-las para contar a história. Seres inteligentes e predominantes da razão não agiriam com essa estúpida atitude, presumo. Leva, faz o que quer e depois joga numa estrela qualquer. Não é mais eficaz?No âmago da idéia então, me leva a crer que alienígenas, histórias de abdução e etc., tal como dito por alguns psicanalistas, não passam de distúrbios mentais em alguns casos e uma intensa vontade de chamar a atenção em outros. Pode até ser que exista algum ser, como dito anteriormente esta idéia nunca que deve ser descartada, só que eles com certeza, não são de acordo com os estereótipos das histórias e relatos que ouvimos e lemos.

Curiosamente, se você tiver a oportunidade de ler relatos de pessoas “vítimas” dos demônios da Idade Média e de ET’s da Idade Contemporânea poderá observar o quão se parecem as descrições dos acontecimentos, das abduções e ataques. Entretanto, não é a temível ideia de saber que muitos adultos acreditam em alienígenas que me entristece e sim a ideia de que alguns adultos ainda acreditam em Papai Noel.


Por: Murilo Henrique Martinez Moreira

sábado, 28 de novembro de 2009

"Emburrecendo" o futuro.

“Emburrecendo” o futuro.

Não é novidade para nenhum brasileiro que o caminho seja a educação e lado a lado da saúde, a solução. Tendo isto em vista podemos então presumir que nossos representantes e lideres políticos também tenham este conhecimento. Mas se eles sabem que o seu povo precisa é de educação e cultura, pergunto-me. Por que diabos nosso país é o “lanterninha” em investimento na educação?

Nações classificadas como países evoluídos taxam a educação como algo de extrema importância em qualquer que seja o local. E acredito que todos devam pensar assim, obviamente. Contudo as pessoas mesmo tendo consciência dessa necessidade se tornam adeptas a vestirem vendas invisíveis e ignorar a negligência de nossos escolhidos para cuidar disto. Assim podemos claramente ver que não só nossos companheiros engravatados de Brasília como também nosso amado povo, são ambos negligentes. Os políticos por não cumprirem com seu dever de FAZER ao qual foram incumbidos por nós. E as pessoas por não cumprirem seu dever de observar e criticar.

Talvez, isto ocorra pela forma como a nossa sociedade se desenvolveu e cresceu. Quem sabe se tivéssemos nos preocupado mais em instruir pedagogos a serem criativos no lugar de instruirmo-los a tornarem-se figuras quadradas incapazes de inovar e de fazer as crianças pensarem transformando-as em máquinas objetivas e alienadas, as coisas poderiam ser diferentes.

Na antiguidade de onde foram oriundos diversos nomes famosos e importantes da atualidade como Sócrates, Aristóteles e etc., as escolas, ou como eram chamadas na época, academias eram feitas para ensinar sim, mas também para fazer as pessoas pensarem e observarem o que é totalmente o contrário das escolas de hoje que embora o sistema seja praticamente o mesmo é aplicado de forma diferente. As escolas hoje ensinam tabelas, fatos e coisas passadas, ao contrário de ensinar o aluno a observar as nuvens e perguntar-se o porquê das coisas e principalmente a observar sua própria realidade pensando por si só. Talvez por isto nossa pátria seja tão restrita de criatividade e cultura, as pessoas são ensinadas, mas não aprendem a observar e não adquirem um senso critico tanto de auto-avaliação como de avaliação do ambiente ao seu redor. Se eu fosse dizer que os humanos são algum animal diferente do Homo sapiens, diria que pertencem a uma espécie semelhante a dos cavalos, só que mais inteligentes e dotados da qualidade e defeito chamada fé. As pessoas saem das escolas olhando para frente, sem observar problemas ao redor e mesmo quando começam a fazê-lo, também passam a ignorá-los por não ter o costume disso e achar mais conveniente para si próprio ignorar. Esta descrição não lembra aquele animal xucro que antes costumava puxar carroças?Em minha concepção sim.

Outro grande problema é que apenas isto mudou no sistema educacional da antiguidade para o de hoje e ao meu ver era a única coisa que não deveria ter mudado. E o que de fato deveria e poderia ter sido, continua o mesmo, a falta de criatividade do homem em relação à educação é tamanha que se inventássemos uma maneira de trazer Galileu de trezentos anos atrás para cá, no nosso presente, ao ver o que a sociedade se tornou ele ficaria desesperado e assustado com tamanhas as mudanças, mas ao fazer um tour por nossas escolas ele com gozo diria: Estou em casa. – Claro que isso seria apenas a primeiro instante, pois ao ver os robozinhos que estamos criando com tanta dedicação ele teria um ataque fulminante.

Concluímos então que a educação da forma com que é feita, investida e aplicada, “emburrece” o ser e transforma a escola numa assassina de senso criativo. As crianças chegam à escola e ao verem um ponto na lousa começam a chutar o que possa ser e dizem tudo que se pode imaginar, desde formigas a um alienígena que desobedeceu a mamãe e não comeu direito. Já para o adulto com curso superior você pareceria um idiota ao perguntar-lo o que é aquilo. - Deveras que é um ponto. – Ele diria.

Por: Murilo Henrique Martinez Moreira